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Resenha: Nerve – Um Jogo Sem Regras

Você é um Jogador ou um Observador? Faça as suas missões. Ganhe dinheiro. Fique famoso. O quão longe as pessoas podem ir pela glória e fama? Nerve proporciona isso para os jogadores, um jogo secreto que rouba toda sua privacidade em troca de você ser observado e cumprir o que as pessoas gostariam de ver o que você fizesse. O quão cínico e perigoso isso pode ser? Nerve é um suspense teen que é apenas isso mesmo, com uma trama incrível mas sem a profundidade que gostaríamos que tivesse. No momento em que vivemos, em que todos estão conectados, em que reality shows podem chegar perto de Nerve, mostra como nossa sociedade está próxima do que esse filme nos mostra, pessoas se arriscando pela diversão das outras, mas por glória.

A trama gira em torno de Vee (Emma Roberts), aquele esteriótipo de garota tímida e talentosa que quando desafiada por seus amigos decide provar que pode viver sua vida e se arriscar, logo ela vira uma jogadora e está sendo observada e precisa se provar o tempo todo com os desafios recebidos como uma boa estrela da internet. Seu primeiro desafio valendo $100,00 a leva para o encontro de Ian (Dave Franco) e começa o desenrolar do casal que se torna o favorito dos observadores e começam a ser desafiados juntos devido a popularidade que eles adquirirem no jogo. Como dois extremos, Ian é o cara legal, descolado e misterioso, logo uma das interrogações durante a narrativa do filme. Outros esteriótipo desse mundo é a amiga legal e popular de Vee, Sidney (Emily Meade) que é uma jogadoras populares que começa a sentir raiva e inveja, e não podemos esquecer do amigo apaixonado  Tommy (Miles Heizer) que faz seu papel como protetor e conhecedor dos segredos da internet, o nerd. Gostei dos personagens serem esteriótipos clássicos e com bom desenvolvimento na trama até seu final, isso acaba tornando mais real toda narrativa cyberpunk do filme.

A produção do filme foi bem feita, achei todos os detalhes bem condizentes e legais, principalmente que conseguiram dar a atmosfera de um futuro não tão longínquo do nosso presente  devido toda produção com Neon em diversas cenas e nos efeitos, ou seja, tentaram deixaram New York com um toque cyberpunk e deu bastante certo com as luzes coloridas e fortes! Pensei que isso fosse ficar apenas na comunicação do filme, mas souberam estender para a produção em si: desde as luzes na moto, até nos cenários e a forma que os observadores se vestiam. Para mostrar que todos estão conectados, o filme traz também para seu visual a interface de celulares e computadores nas cenas que os protagonistas estão interagindo com seus aparelhos em que os telespectador estaria vendo o personagem através da tela e também quando há uma visão ampla da cidade mostrando os usuários ativos à partir de seus nicks. A trilha sonora se mostra muito presente acompanhando o ritmo do filme sendo eletrônicas frenéticas com um toque de pop.

Apesar de uma trama que daria tudo para Nerve ser “filmaço” ela acaba se perdendo quando vamos chegando ao final do filme, deixando buracos que seriam extremamente incríveis para a narrativa do filme se fossem explorados do que apenas citados e dariam um baita plot twist em todas trama, a deixando mais intensa e com muito mais suspense do que apenas um final corrido. O filme inteiro é bastante frenético devido as missões que são dadas aos Jogadores e como outras pessoas podem ter poder sobre você nesse mundo conectado, para depois de tudo o fim ser rápido apesar da boa ideia do desfecho. Basicamente, se tivessem colocado a carga emocional e psicológica certa no filme, além de maior desenvolvimento nos mistérios e críticas em seu final, Nerve seria um super episódio de Black Mirror, mas até que chegou perto, só faltou explorar com ousadia.

Nota 7/10


Nerve: Um Jogo Sem Regras

Lançamento: 25 de agosto de 2016
Duração: 1h 37min
Direção: Ariel Schulman, Henry Joost
Elenco: Emma Roberts, Dace Franco, Emily Meade, Miles Heizer, Kimiko Glenn, Marc John Jefferies, Samira Wiley, Juliette Lewis

Sinopse: A tímida Vee é uma garota comum, prestes a sair do ensino médio e sonhando em ir para a faculdade. Após uma discussão com sua até então amiga Sydney, ela resolve provar que tem atitude e decide se inscrever no Nerve, um jogo online onde as pessoas precisam executar tarefas ordenadas pelos próprios participantes. O Nerve é dividido entre observadores e jogadores, sendo que os primeiros decidem as tarefas a serem realizadas e os demais as executam (ou não). Logo em seu primeiro desafio Vee conhece Ian, um jogador de passado obscuro. Juntos, eles logo caem nas graças dos observadores, que passam a enviar cada vez mais tarefas para o casal em potencial.

Carol

Designer, character designer, costume designer, ama comida, taurina, gamer, cinéfila, bookaholic, chata.

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14 comentários em “Resenha: Nerve – Um Jogo Sem Regras

  1. Yey Carol!
    Mano, eu não consegui gostar desse filme… Gosto do irmão de James Franco e tal, mas sei lá, acho que a amarração do roteiro, junto com o argumento de geração alienada que não larga o celular me levou a concluir que o filme é bem fraco. Mas o que pra mim bateu a pá de terra no caixão foram os estereótipos, tanto da menina nerd, quanto da geração grudada no celular, por mais que concorde com essa ultima eu acho meio difícil que a gente perca a distinção do certo e do errado só por causa de um app…
    Mas sei la né?
    Bjos LP

  2. Hey Carol!!
    Vee me lembrou Patch e Hush Hush hahahah
    me lembrou um pouco BBB tambem viu
    lmbro que o LP falou que o filme é bem ok no final, e voce teve uma opiniao muito parecida com a dele
    aho que veria pelo Dave
    mas a produção deve ter ficado bonita… Só pelo poster ja tem as cores interessantes e pelos elementos que voce estava citando :3
    E no final voce FOI na bienal e achou até alguns quadrinhos, né?
    Claro que a gente passa uns estresse, mas a gente supera! kkkk valeu a pena ir na bagunça um pouco, né?

    PARTIU CCXP! Eu to esperando minha “credencial vulgo ingresso” ser despachado pra minha casa mas ta dficil KKKKK

    Um beijo!
    Pâm – http://www.interruptedreamer.com

  3. Oie Carol =)

    Fiquei sabendo desse filme a pouco tempo, mas a sua é a primeira resenha que leio dele. Na verdade ele é baseado em um livro senão me engano.

    A premissa dele me chamou bastante atenção, já que gosto bastante de histórias com essa temática. Porém saber que o final não é aquilo tudo me desanimou um pouco.

    Mas vu assistir para poder tirar minhas próprias conclusões =D

    Beijos;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias…
    @mydearlibrary

  4. Oi Carol,
    Amei sua review, ainda não tinha lido nada sobre o filme.
    O visual deve ter ficado ótimo! Mas, Dave Franco, trinta anos só faz papel de adolescente sos…
    Eu estou curiosa com o livro também. Espero que ambos sejam, bons. O enredo é interessante.

    P.S.: HAHA te achei boazinha na review de SS porque a maioria dos sites internacionais estavam metendo pau, no dia da estreia…eu confesso que ri muito. Acredito que ele deve ter partes divertidas mesmo.

    tenha uma ótima semana.
    Nana – Obsession Valley

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