capa

Resenha: Hellraiser – Renascido do Inferno

timthumbClive Barker
Editora DarkSide® Books
160 Páginas
Ano 2015
Versão Limited Edition

Sinopse
Escrito em 1986, Hellraiser – Renascido do Inferno apresentou ao público os demoníacos Cenobitas, personagens criados por Clive Barker que hoje figuram no seleto grupo de vilões ícones da cultura pop como Jason, Leatherface ou Darth Vader. Toda a perversidade desses torturadores eternos está presente em detalhes que estimulam a imaginação dos leitores e superam, de longe, o horror do cinema.

Clive Barker escreveu o romance Hellraiser – Renascido do Inferno (The Hellbound Heart, no original) já com a intenção de adaptá-lo ao cinema. O cultuado filme de 1987 seria sua estreia na direção, e ele usou o livro para mostrar todo seu talento como contador de histórias a possíveis financiadores. Nas palavras do próprio Barker: “A única maneira foi escrever o romance com a intenção específica de filmá-lo. Foi a primeira e única vez que fiz assim, e deu resultado”.

Sem Spoilers, porque isso não é Espilotríssimo

 

Criador dos horrores e icônicos Cenobitas, Clive Barker tem fama por se mestre do horror e do inferno com sua série The Hellbound e com o incrível sucesso que a mesma fez no cinema, ganhando uma legião de fãs do terror na década de 80.  Devo admitir que por ser o livro de um ícone da década de 80, achava que o me aguardava era uma obra prima do terror, no fim eu tinha em mãos simples 160 páginas que se você não conhece nada do mundo de Clibe Barker, o livro vai ser bastante raso em certos pontos. Acredito que será uma das minhas resenhas mais curtas devido a minha crítica do livro.

Clive Barker baseia sua narrativa mostrando como o ser humano anseia por pelo prazer e como a dor está presente, porém a narrativa em si é bastante simples e sem muitos detalhes, brincadeiras com palavras que podemos ver sempre no estilo de escrita britânico. O livro nos apresenta sem qualquer tipo de explicação ou rodeios sua trama e o personagem principal, Frank, que está tentando desvendar o objeto que é o centro das atenção nesse mundo de Barker: a Caixa de Lermanchad. Estranha é a forma como ele introduz todo um mundo desses sem qualquer tipo de detalhamentos ou mais explicações, logo, acredito que quem nunca viu o filme talvez possa achar tudo muito estranho. Toda trama se encaminha pelo simples caso da esposa do irmão de Frank estar totalmente insatisfeita com o casamento, principalmente sexualmente, o que nos leva de novo a questão do ser humano sempre desejar o prazer. Os maiores detalhes que temos durante a narrativa é quando Barker descreve as sensações de prazer e principalmente dor que os personagens estão sentindo e isso às vezes pode até ser repulsivo ou nojento.  Apesar de não ter gostado muito da simplicidade do livro, gostei da forma que Barker conduziu a história: seu começo, meio e fim são todos muito condizentes e tudo bem ligado, apesar da falta de detalhes.

Frank é o nosso protagonista, que é o típico cara que quer tudo fácil na vida e aproveitar o máximo que dá, principalmente nas formas mais ilegais possíveis, diferente do seu irmão Rory que é todo certinho junto de uma esposa insatisfeita que é Julia, que é descrita como uma mulher extremamente linda e que sabe do amor que Kirsty, amiga de Rory, sente por ele. No meio desses quatros personagens, sabemos seus sentimentos e o que pensam um do outro que é uma das pouquíssimas coisas que dão as motivações para o desenrolar da trama.

Uma leitura de poucas horas sem muitas expectativas que apenas nos traz uma edição muito bonita de capa dura e com detalhes em amarelo brilhante, imitando dourado. Um belo acabamento para um livro tão pequeno.

Nota 4/10

 

 

Oi gente, foi mal postar duas resenhas seguidas mas passei uma semana internada aí não tive muitas condições de escrever os posts que tenho planejado. Semana que vem posto algo polêmico de textão :p brincs, mas algo diferentão que eu sei que vocês gostam.

 
 

Carol

Designer, character designer, costume designer, ama comida, taurina, gamer, cinéfila, bookaholic, chata.

Comente com Facebook!

31 comentários em “Resenha: Hellraiser – Renascido do Inferno

  1. Esse livro, a principio, me assustou, mas resenha após resenha eu me pego com vontade de ler. Quando você diz que ele é despretensioso eu já penso que pode ser uma leitura passa-tempo boa e as vezes um livro sem muitas pretensões vem tão bem a calhar néh?!?! E sim, adorei a resenha especialmente pq ajusta melhor as expectativas em torno do livro, é muito chato você pegar um livro achando que vai ser uma coisa e ele é outra completamente diferente.

    Jaci
    O Que Tem Na Nossa Estante

  2. Olá, Carol.
    Desde que vi esse livro fiquei com a sensação de que seria mais um da editora que é belíssimo na edição, mas que o conteúdo deixa a desejar. Por isso nem quis ler ele. E ainda mais agora lendo sua resenha, só veio confirmar isso.

    Blog Prefácio

  3. Eu também tenho curvas e é terrível encontrar um look “confortável” visualmente falando (kkkk)
    em relação ao livro, você leu meus pensamentos? estou lendo o ultimo evangelho de sangue do hellraiser <3 e tentando compreender mais sobre o filme <3
    cosgothic.blogspot.com.br/

  4. Oie Carol =)

    Da DarkSide são poucos livros que entram na minha lista de desejados, por que sou medrosa rs… Só pelo titulo eu já correria longe desse livro XD

    Mas pelo que li na sua resenha infelizmente ele não atingiu as suas expectativas, não é mesmo? Acho meio frustrante quando o autor não insere detalhes importantes na narrativa, deixando as coisas meio vagas, sei lá…

    Beijos;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias…
    @mydearlibrary

  5. Oi, Carol!
    Pena que a leitura não foi tudo o que você achou que seria.
    Eu assisti ao filme anos atrás, mas lembro pouquíssimo, só algumas cenas bem esparsas.
    Mas sabe que mesmo com tudo o que você falou de ponto negativo, fiquei curiosa? Principalmente com toda a questão de dor e prazer.
    Mas será que realmente mereceu estar no rol de grandes vilões e histórias? Pelo jeito não…

    Beijoooos

    http://www.casosacasoselivros.com

  6. Oi, Carol

    Eu lembro que assisti o filme escondia, porque eu era criança e minha mãe não deixava. Mas minha irmã alugou o VHS (eita velhice) para ver com o namorado da época e eu fiquei vendo pela frestinha na porta! Hahahaha
    Que pena que o livro não foi grande coisa, pra te falar a verdade não me recordo muito da história, lembro mais da cara cheia de espeto. Hahahahhaha

    Beijo
    – Tami
    http://www.meuepilogo.com

  7. Eu nunca li um livro de terror assim, mas confesso que não fiquei muito animada por conta da falta de detalhes. Quando se trata de uma obra assim, detalhes são necessários e não consigo imaginar um livro com uma história assim sem muita descrição. Fiquei curiosa, porém, sobre o que você disse sobre suas descrições sobre prazer e dor.
    Acho que vou ver o filme quando puder.

    Beijos,
    Bi.

    http://www.naogostodeunicornios.com

  8. Salve Carol!!!
    Eu tive um amigo que leu esse livro. Ele adorou tudo nele, desde a estética da capa até a historia em si.
    Particularmente quando eu vi o filme eu fiquei meio… meh! E pensar que essa bagaça tem uma porrada de continuações. Vai ver eu sou suspeito pra julgar por causa do meu desdem natural para com filme de terror, mas sei lá mano.
    E se a escrita parece ser meio preguiçosa então… to suavíssimo.
    quatroselos.blogspot.com.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *