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Resenha: Esquadrão Suicida

Antes tarde do que nunca, não é mesmo? Já devo me desculpar no início da postagem, pois fiquei enrolando um bocado para soltar essa resenha e voltar com o blog e nem foi por falta de vontade, mas por falta de organização da minha parte nesta vida de formanda. Estarei voltando à ativa com postagens mais casuais e algumas resenhas. Espero que gostem também do visual novo do blog.

O segundo filme de super-herói que mais esperei no ano e de uma das minhas HQs preferidas.  Primeiro trailer lançado mostrando algo sombrio e de clima pesado, personagens perturbados e a seriedade de um plano de fazer um time que pudesse combater o que pedissem. Logo então começamos a ver material de comunicação extremamente colorido e um trailer super animado com músicas que acompanhavam a ação. Achei a mudança bastante drástica de comunicação e as coisas muito engraçadinhas, porém eu gosto muito do diretor David Ayer e temos um elenco de peso que eu coloquei muita fé e que combinavam com os personagens.

O início do filme me agradou bastante por tentarem inserir a comunicação colorida como forma de apresentação dos personagens e ficou por isso mesmo toda parte da proposta colorida, logo voltamos a uma fotografia morta. A proposta do roteiro do filme é legal, é interessante e daria tudo para dar certo se não tivesse sido desmembrada, recortada e mudada umas mil vezes pela quantidade de cortes que percebemos durante todo o filme que fez com que o roteiro ficasse bastante em segundo plano, até talvez em último plano. Isso não quer dizer que você não vai entender nada, pelo contrário, você entende, mas é apenas algo cru que a gente já viu em diversos filmes de HQs. Onde é que foi parar todo o envolvimento emocional/psicológico que a DC nos trouxe em Batman vs. Superman e Homem de Aço? Era bastante provável esse envolvimento com o telespectador no primeiro trailer do filme que mostrou personagens perturbados e perigosos.

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Notem a diferença de linguagem entre um dos primeiros posteres promocionais com o atual

Parece que temos apenas três atuações relevantes o suficiente para serem comentadas, além do Coringa desaparecido e cortado do filme. A Harley Quinn, Margot Robbie, avisa logo de primeira que é uma personagem irritante e ela é, mas fez muito bem o papel de doida com certa inocência e muito charme, conseguiu mostrar o quanto sua personagem é perturbada e como isso foi se construindo em seus flashbacks (triste é que cortaram todas as cenas do Coringa a transformando realmente em louca, ou seja, violência, mas temos uma cena ótima com suas roupas clássicas). Pistoleiro, Will Smith, teve o crescimento de seu personagem apenas lá para metade do filme, quando realmente vemos o verdadeiro Pistoleiro, personagem qual se importa com sua filha mais do que tudo e que faria de tudo por ela; Will Smith entrou no personagem.  Magia, Cara Delevigne, fez bem seu papel em ter uma entidade maligna dentro de si e ainda ser uma arqueóloga muito gentil, ela conseguiu parecer um personagem de índole ruim apenas com o olhar e ficou assustadora e essa era sua proposta. Katana, El Diablo, Capitão Bumerangue, Amanda Waller e Rick Flag tiveram seus personagens mal aproveitadíssimos e com pouco desenvolvimento apesar de serem importantes, tiveram poucas cenas de destaque verdadeiro. Katana, por exemplo, é uma personagem tão profunda que apenas teve uma cena que contou um pouco dela, mas nada se iguala ao personagem Slipknot que teve desenvolvimento nulo, estava no filme para nada. O personagem mais polêmico, com maior marketing, com muitas horas de gravação e com 10min de cenas no filme que não mostram nada de Jared Leto como Coringa.

A produção do filme foi simplesmente jogada, nada parecia certo ou fazia sentido. A montagem dele estava claramente cheia de cortes e remendos pela quantidade furos na parte de continuidade. A fotografia foi feita da forma mais ou menos, não tinha nada de bonito, era apenas aquilo que víamos com nada de fantástico ou bonito de se admirar e no 3D então, mais escura ainda. Eu poderia esperar uma fotografia tipo Batman vs. Superman que soube usar muito bem as cores e efeitos, mas nada disso foi levado a Esquadrão Suicida. Os efeitos especiais eram bem estilo produção da Marvel, não que isso fosse ruim, mas era cartunesco demais o que acabava deixando infantil diversas coisas. Amo Costume Design, e que me perdoe o costume designer  e sua equipe, mas vendo alguns personagens em ação, as roupas não faziam o menor sentido tanto conceitual como também de conforto (que é extremamente importante na hora da criação de um figurino). Uma coisa que ninguém pode reclamar do filme é de sua trilha sonora: músicas extremamente boas e tinham tudo a ver com a proposta do filme, mas não muito bem utilizadas, parece que simplesmente foram jogadas em cena,  não as valorizando e não valorizando a cena apesar de deixar divertido.

Estávamos diante de uma produção que tinha tudo para dar certo, com os elementos certos para no final o resultado ser um filme engraçadinho e divertido, que se eu não tiver nada para fazer, posso ir assisti-lo, mas não é uma obra cinematográfica muito menos uma adaptação coerente. Fico imaginando o que tem nas 7h de gravação do Jared Leto como Coringa,  nas 7 versões diferentes que o David Ayer diz ter do filme, logo então fico imaginando a quantidade de cenas cortadas e como a produção foi mudada em poucos meses. Esperava tanto desse filme para sair decepcionada, foi muito divertido e eu gostei, mas não foi o que eu queria ver, queria Esquadrão Suicida.

Nota 6/10


suicide_squad_posterEsquadrão Suicida – Suicide Squad

Lançamento: 4 de Agosto de 2016
Duração: 2h 30min
Direção: David Ayer
Elenco: Jared Leto, Margot Robbie, Viola Davis, Adam Beach, Will Smith, Jai Courtney, Cara Delevigne, Jay Hernandez, Adewale Akinnuoye-Agbaje,Joe Kinnaman, Karen Fukuhara.

Sinopse: Após a aparição do Superman, a agente Amanda Waller está convencida que o governo americano precisa ter sua própria equipe de metahumanos, para combater possíveis ameaças. Para tanto ela cria o projeto do Esquadrão Suicida, onde perigosos vilões encarcerados são obrigados a executar missões a mando do governo. Caso sejam bem-sucedidos, eles têm suas penas reduzidas. Caso contrário, simplesmente morrem.

Carol

Designer, character designer, costume designer, ama comida, taurina, gamer, cinéfila, bookaholic, chata.

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19 comentários em “Resenha: Esquadrão Suicida

  1. Carol, minha resenha está agendada para esse semana, mas gostaria de deixar claro que pensamos muito igual hahaha. Eu odiei a fotografia do filme e fiquei só contando a quantidade de cortes. Os personagens souberam se destacar sim.. Pensei que o Pistoleiro não conseguiria isso, mas quando estava chegando no meio VIVA HAHAHAH

    enfim, eu dei 7 pro filme e fiquei triste por ter me decepcionado =/
    Bejios

    PS: MUITO BOM TER VC DE VOLTA EEEEE

  2. Oie sumida, tudo bem?

    Então Carol, eu confesso que não estava lá muito animada para assistir a esse filme, e depois da chuva de criticas negativas achei melhor deixar passar sabe. O problema da Warner e da DC é que eles sempre apresentam trailers maravilhosos, mas chega na hora do filme é totalmente diferente.

    Uma pena Esquadrão Suicida, sendo um dos filmes mais esperados do ano tenha decepcionado tanto =/

    Beijos;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias…
    @mydearlibrary

    1. Sumida sempre, estou bem!!
      É que a DC e a Warner sabem criar uma hype gigantesco e eles são ótimos nisso, ai logo depois eles têm medo do conteúdo não agradar o público por ser DC de mais (se é que me entende o que quero dizer). É foda quererem atingir outro público (adolescente, pessoas novas na cultura de HQ e marvel) e esquecerem dos fãs na versão final.

  3. Oi Carol!
    Uma pena que o filme sobre o qual tanta gente tinha tanta expectativa esteja decepcionando tanto. Eu sou uma que, mesmo sem ser fã deste universo, estava curiosa para assistir devido a tanta expectativa. Agora nem sei se vou.
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

  4. Oi Carol, antes de mais nada: o visual do blog tá lindo!

    Eu não sou muito fã desse universo dos super heróis (e derivados), por isso não assisti o filme. Mas tenho lido muitas críticas semelhantes à sua, acho que teve MUITA gente que se decepcionou. Uma pena.

  5. Concordo em partes com o que você disse – principalmente com relação à edição picotada – mas jamais diria que Cara Delevigne interpretou bem seus papéis. Na real não entendo como alguém coloca essa moça em filmes ainda, ela é péssima! Magia não me passou tensão em momento algum, e a tal da dancinha dela foi ridícula e me fez rir no cinema. No mais, não tem como negar que o filme é inteirinho da Margot Robbie e do Will Smith. Os dois interpretaram perfeitamente seus papéis e adorei ambos os personagens. Viola Davis também foi maravilhosa como Amanda, acho que não teria atriz mais apropriada para interpretar a manda-chuva da ARGUS. E quanto ao Coringa: totalmente desnecessário. Além da romantização do relacionamento abusivo entre ele e Arlequina, Jared Leto passou de todos os limites. Sério, um Coringa gangster e tatuado? Saudades Heath Leadger e Jack Nicholson! O filme tinha potencial, pena que foi tão desperdiçado. =/
    Um beijo!

    1. Não culpe o Jared Leto, ele não manda na produção muito menos em que faz o costume design que é mais um que é mandado pela produção. Da mesma forma da Cara, a direção foi dada a ela para fazer aquela dancinha. A culpa não é dos artista, é da produção. Como falei, romantizaram porque cortaram todas as cenas de violência entre eles. Margot só podia ter a voz estridente da Harley.

  6. Carol, esse filme me deu uma dor tão forte no meu coração. Esperava tanto ver meus quadrinhos favoritos sendo bem representados na tela e não chegaram nem perto disso.
    Eu fiquei tão decepcionada quanto você, coisa que ficou 100% estampada na minha cara quando eu fiz o vídeo lá pro canal hahaha.

    1. EU VI UKSAHDKUSAHDKUSAHDUKH Eu mentalizei que ia sair de boa e que iria tentar me divertir, acho que por isso que não sofri. Mas depois uma hora randômica depois da sessão eu estava full putaça.

  7. Nem me fala nessa vida de formanda, Carol. O que é respirar nessas horas?
    Admito que pretendo assistir Esquadrão Suicida, mas assim, quando já estiver disponível pra baixar e tudo mais. É uma pena que o enredo tenha deixado a desejar. Na minha opinião leiga do universo das HQs, as adaptações tem apelado demais pra comédia e deixando o resto, a proposta da história em si, de lado. Pode ser que eu esteja enganada, mas tem uns lançamentos desse gênero que parece até forçar a barra no quesito da comédia.

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/

  8. Saudades de ver você por aqui, Carol <3
    Em relação a Suicide Squad eu IA ver no cinema, mas eu desisti depois de ver tanta resenha, então eu to aqui no pirataflix baixando o filme pra ver rsrsrs
    porque to com coragem nao de gastar dm dim pra ver…. mas tudo bem ne
    amei sua postagem <3
    Desistiu de ir na Bienal??? Mas vai na Comic Con,né???
    Mas mesmo assim é bacana <3

    Um beijo
    Pâm – http://www.interruptedreamer.com

  9. Oi Carol,
    HAHA você foi até boazinha na sua crítica, eu li umas no dia da estreia que nossinhora.
    Eu ainda não assisti, mas fico imaginando que o filme não deve ser tão ruim como tão pixando, poxa olha dos atores e ainda tem Viola Davis! Deve ter saído uma coisa boa, pelo menos hahaha
    A trilha sonora eu já pude confirmar pelo Spotify, pois não canso de ouvir. Aquela versão do Panic de BR, ficou maravilhosa. Ótimo texto!

    tenha um ótimo final de semana =D
    Nana – Obsession Valley

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