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Resenha: Corações de Ferro

Novamente nos deparamos com mais um filme sobre a 2ª Guerra Mundial. Esperamos muitas bombas, mortes e a corrida para derrotar os nazistas. Podemos ver tudo isso em Corações de Ferro, mas o foco é a ambientação do combate entre os soldados e todos os reflexos psicológicos que a guerra traz às suas cabeças, como a guerra pode transformar uma pessoa inocente em um soldado sem remorso. O diretor David Ayer, junto com um elenco muito bom, passam bem o que é estar em guerra.

Eu poderia começar citando Brad Pitt, mas a interpretação principal vai para Logan Lerman, que é Norman, um moço que foi treinado para datilografar 60 palavras por segundo e foi literalmente jogado no meio do campo de batalha, nos últimos dias que restam para o fim da guerra, em que os poucos nazistas que vemos são os que não querem se render. Acompanhamos a mudança do garoto inocente e sensível com todo aquele cenário, de uma vida dura e sangrenta, para um soldado que atira sem hesitar ─ o brilho do olhar de Norman vai se esvaindo. O personagem de Brad Pitt, Don ‘Wardaddy’ Collier, começa a mostrar a real para o garoto, mostrando o que deve ser feito. Brad Pitt se transforma em um soldado que muitas vezes é um maluco em algumas cenas devido aos diálogos, mas ao mesmo tempo ele é muito responsável e passa confiança para o seu grupo, um líder.

Devido a toda situação em que Norman está, seus companheiros do tanque Fury, fazem parte dessa transformação, com palavras, atos e sua convivência. Shia LaBeouf, conhecido como Biblia, homem que com sua fé em Deus, acredita que todos serão salvos dessa guerra, mas que não liga nem um pouco em explodir nazistas. Jon Bernthal, é Grady, o mais perturbado psicologicamente de todos (para mim, uma das melhores atuações do filme) e temos Michael Penã como Gordo. Apesar de todas as diferenças de cada um, nos deparamos com um grupo unido que, apesar de todos os choques entre eles, o companheirismo é tanto na batalha como no emocional. (Rafa, obrigada pelas informações, fui até pesquisar mais sobre essa diferença de design de tanques <3). Sendo que teve um FAIL muito grande na transição de cenas que ficou do dia para noite em segundos.

Pelo filme ter todo esse lado emocional, em que podemos ver as pessoas em situações extremas, foi com que fez que Corações de Ferro fosse diferente de outros filmes de 2ªGM. Do começo até pouco mais da metade e me senti um tanto frustrada com toda a situação, além de ter ficado um pouco sentimental. Mas, lá para o fim do filme, vem o grande clichê heroico americano em que o destaque era para ser todos os tiros e a luta, mas vai para duas coisas: o tanque Fury que é o centro da cena, e o interior dos personagens de Brad Pitt e Shia LaBeouf, em que eles demonstram tudo o que sentem pela situação que estão: pesar.

Esse filme não é Espilotríssimo, mas é bom 7/10!


Corações de Ferro (Fury)
Lançamento 5 de fevereiro de 2015 (2h14min)
Dirigido por David Ayer
Com Brad Pitt, Shia LaBeouf, Logan Lerman, Michael Peña, Jon Bernthal, Jim Parrack, Jason Isaac, Brad William Henke .

Sinopse

Durante o final da Segunda Guerra Mundial, um grupo de cinco soldados americanos é encarregado de atacar os nazistas dentro da própria Alemanha. Apesar de estarem em quantidade inferior e terem poucas armas, eles são liderados pelo enfurecido Wardaddy (Brad Pitt), sargento que pretende levá-los à vitória, enquanto ensina o novato Norman (Logan Lerman) a lutar.


Carol

Designer, character designer, costume designer, ama comida, taurina, gamer, cinéfila, bookaholic, chata.

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18 comentários em “Resenha: Corações de Ferro

  1. Oi Carol,
    Que lindo seu site!!! Adorei <33
    Eu adoro filmes de guerra! Assim como você disse, acho que a gente espera realmente que tenham apenas cenas com muita ação, tiros, mortes e tudo mais, porém tem também essa outra nuance que é a parte psicológica dos soldados.
    Parece ser muito interessante! Quero muuuito assistir!
    Ahh e também adoro o Brad Pitt como ator <33

    Beijinhos
    Daisy – Nuvemdeletras.com

  2. Pela sinopse achei que fosse mais um filme no estilo Busca Implacável. Saber que o filme mostra a transformação psicológica de uma pessoa ao entrar na guerra, e como são os sentimentos e a convivência do grupo, me deixa mais entusiasmado em assisti-lo.

  3. Excelente enredo deste filme, não há dúvida de que, se falamos de filmes de guerra isso e ter sidos Sniper Americano dois do mais recente que eu realmente gostei. Agora, o segundo é um dos estréias HBO e vale a pena assistir, ambos pensam que chegou à tela grande para fazer história.

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