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Resenha: A Chegada

Sem spoilers, pois isso não é Espilotríssimo.

 

O que dizer de um filme que te faz lacrimejar quando os créditos finais se iniciaram, porque cada centavo que você gastou ali foi válido e também pelo fato que foi o primeiro filme que você viu no cinema em 2016 que é realmente bom de verdade, um filme completo para mim.  E extremamente complexo. Quando vi o trailer desse filme, que apenas vi uma vez, sabia que precisava assistir pelo seu gênero ser uma ficção científica atual. O engraçado é que depois que fui assistir A Chegada, fui visitar resenhas por aí na internet e vi que nos sites brasileiros, maioria dos internautas que comentaram acharam o filme horrível e que entenderam nada e isso me deixa triste. O cinema, a qualidade do cinema, está tão prejudicada por adaptações e filmes de heróis que simplesmente entregam uma bandeja com tudo pronto que o espectador nem precisa usar um neurônio, apenas assistir e curti um filme bacaninha. Mas A Chegada foi um sopro de ar fresco no meio de tantos filmes, foi um presente enviado por alienígenas para quem gosta de filmes mais elaborados.

376625-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxPor mais improvável que a narrativa seja, o filme se constrói de forma concisa e cheia de metáforas que o espectador precisa sentir a partir do que a protagonista está sentindo e entendendo com o aprendizado de poder estudar a língua dos extraterrestres que nada mais fazem além de aguardar a visita dos humanos a cada 18h.  Sicario: Terra de Ninguém, Os Suspeitos, O Homem Duplicado são alguns dos filmes do diretor Denis Villeneuve que nos presenteia com A Chegada com uma direção impecável que mesmo por ser uma ficção científica conseguiu levar junto o que tanto sabe dirigir: terror psicológico que é precedido de uma trilha sonora de deixar qualquer pessoa nervosa ou angustiada. 

Eric Heisseres é o responsável pelo roteiro que explorou e abusou da narrativa dual, em que temos o presente e passado acontecendo ao mesmo tempo e sempre são cenas da protagonista Dra. Louise Banks, cenas que possuem palavras ou significados chaves que surgem durante seu trabalho que é entender a língua dos extraterrestres para conseguir se comunicar com eles e descobrir seus objetivos. Essas cenas que ficam se alternando, são muito importantes para a construção do filme e da personagem que é de longe uma protagonista de muita evolução apesar de toda sua demonstração de estar cansada e não estar acreditando no que está se envolvendo. Durante todo desenvolver do filme você acaba ficando cada vez mais intrigado e envolvido junto com a Dra. sobre o que os alienígenas querem na Terra, eles estão com 12 naves por aqui, logo 12 nações tentando entender e quando há falta de respostas os humanos possuem tendência a atacar, não?  Apesar de algumas coisinhas terem ficado abertas no roteiro, isso acabou não me desanimando, pois a história continuava lá.

379750-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxAmy Adams é a nossa protagonista, professora e especialista em linguística Dra. Louise Banks, mulher que parece um tanto triste em seu dia a dia e de grande intelecto e demonstra pouco interesse no caso, até oficiais a chamarem. Jeremmny Renner fez o papel de um matemático chamado Ian Donnelly e ele é totalmente o suporte da personagem de Amy e ambos trabalham muito bem apesar de suas desavenças e seus modos diferentes de pensar, mas uma bela dupla. Forest Whitaker fez o papel do sério e cabeça quadrada Coronel Webber, apesar de parecer chato ele foi importante para base dos personagens poderem trabalhar e também para desafiar a personagem de Amy.

Visualmente o filme é impecável, possui uma bela fotografia de tons monocromáticos, porém sempre com alguma cor em destaque, os enquadramentos da cena também dão um ar de expectativa e nervoso diversas vezes, edição e cortes feitos de forma coesa e sem erros, sendo uma produção feita com muito cuidado.

A Chegada é um filme sobre tempo e suas peculiaridades em nossas vidas, sobre como a comunicação é extremamente importante, desde um pequeno diálogo que pode resolver algo na sala de aula ou grandes conflitos que pode parar uma guerra, mas esse filme é principalmente sobre a metáfora de quantas chegadas que temos em nossas vidas e que devemos abraçá-las mesmo que seja por um curto período ou longo.

Nota 9/10

 

asasaArrival
Lançamento: 24 de novembro de 2016
Duração: 1h 56min
Direção: Denis Villeneuve
Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker
Sinopse: Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, a Dra. Louise Banks, uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.

 

Gente, Feliz Natal para vocês :3 Desculpe a demora para postar, mas estou tentando voltar ao ritmo depois de quase duas semanas zoada; vocês devem ter lido no post passado. Bom, espero que logo mais eu consiga postar as coisas que estou preparando e que são mais casuais.

 
 

Carol

Designer, character designer, costume designer, ama comida, taurina, gamer, cinéfila, bookaholic, chata.

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28 comentários em “Resenha: A Chegada

  1. Oi Carol,
    Adoro o trabalho do Denis e ainda tem a Amy,
    Tenho certeza que gostarei desse filme, apesar de ter pé atrás com qualquer coisa que envolve aliens.
    Mas pelas cenas que já vi e pelos comentários, é um ponto de vista que vale chance!

    Jeremy Renner eu dispenso zzzzzzzzzzzzz

    Feliz Natal.
    Que a ceia em família, seja lindamente abençoada ♥
    Nana – Obsession Valley

  2. kkkkkkk não entendeu minha ironia no textinho sobre o verão? kkkkk também odeioooo
    <3 estou ansiosa para ver o filme, iria me esquecendo de desejar um feliz natal para ti ^^
    cosgothic.blogspot.com.br/

  3. Olá, Carol.
    Confesso que ainda não tinha visto falar sobre esse filme. Como não sou de ir muito ao cinema, só fico sabendo dos filmes quando vejo nos blogs hehe. Acho que esse ano prometeram tanto nos lançamentos e teve pouca coisa que realmente agradou. Não sou muito fã de filmes de heróis, por isso nem fui assistir nenhum. Esse me interessou, quem sabe eu assista.

    Blog Prefácio

  4. Particularmente, eu me interesso bastante em filmes de alienígenas, e parece que esse não é mais um clichê onde eles chegam pra destruir tudo ou aterrorizar os humanos. Pelo jeito, ao menos alguns dos humanos tentam compreendê-los, o que já torna o filme diferente. E depois de tantos elogios na resenha, já fui lá adicionar o filme no filmow pra assistir quando der hahaha

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/

  5. Então Carol, ele é um filme bacana, gostei muito mesmo. Mas não é um Nolan, não tenta ser muito filosofico, nem levanta muitas questões, pelo menos eu não senti. Mas ele consegue transmitir uma certa tensão, principalmente em termos de sonoridade e envolvimentos dos personagens com os elementos do filme…
    Eu comprei bem a gravidade que os alieniginas na Terra transmitem, mas não comprei a necessidade dos aliens de vir pra cá…
    Por isso daria pra ele 3/5, me prendeu, mas por motivos diefrentes do que eu queria/imaginava
    Mas me deixou curioso pra ver como ficará o novo Blade Runner
    bjos LP
    quatroselos.blogspot.com.br

    1. Mas não é para ser um Nolan, nem de longe. E comparar é um erro. Como falei é um filme para ser sentido, não raciocinado LP :c poxa vida, chateada com você u.u

  6. Oi, Carol

    Bom, eu certamente desgostaria do filme só pelo ponto de partida: não gosto de filmes com alienígenas. Eu gosto muito de filmes que me fazem pensar, mas gosto de verossimilhança. Só da mulher ser uma especialista em línguas que tenta se comunicar com os ETs já mata o filme pra mim, é irreal de mais, não gosto de nada irreal demais…
    Não veria no cinema, mas se um dia passar na TV eu assisto! ;)

    FELIZ 2017!
    Beijos
    – Tami
    Blog Meu Epílogo | Instagram | Facebook

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